

A presunção de Roma em substituir Jerusalém, e a afirmação do romanismo de ser o verdadeiro Israel, explicam a atitude que o papado tem mantido em relação a Israel e Jerusalém durante os séculos: as Cruzadas para tomar a Terra Santa para a igreja, o massacre periódico de judeus durante a História, a negativa do Vaticano em admitir o direito de Israel existir durante 46 anos após seu nascimento em 1948, a duplicidade do interesse atual do Vaticano e sua insistência contínua de que Jerusalém fique sob controle não-judeu.
Um rival sinistro que continua em grande parte nos bastidores, e se esconde debaixo da aparência de zelo religioso.
Estou nos referindo, ao conflito entre o papado e Jerusalém, um conflito que está destinado a ter um papel importante na guerra mais destrutiva que o mundo já viu.
A Roma católica afirma ser a "Cidade Eterna", a "Cidade Santa"(EU MEREÇO!), e mesmo "Sião", títulos que a Bíblia deu apenas a Jerusalém.
O romanismo também afirma ser a "Nova Jerusalém", colocando-se em conflito direto com as promessas de Deus a respeito da verdadeira Cidade de Davi.
O Vaticano afirma ser a sede do reino de Deus e ser guiado pelos papas que são os verdadeiros representantes de Deus na terra.
Uma história popular ilustrada de Roma é intitulada Rome Eternal (Roma Eterna).
Ela apresenta em texto e figuras a "importância de Roma e do papado na história do Cristianismo e da civilização ocidental", dando a ela crédito pelo papel principal, como se houvesse algo de que se orgulhar...
Com precisão surpreendente, a Bíblia não especifica Damasco ou Cairo, Londres ou Paris, Washington ou Moscou como centros de ação nos últimos dias.
Ela aponta para duas outras cidades específicas: Jerusalém e Roma.
Reparem, elas são diferentes, têm sido inimigas desde os dias dos Césares, e, notavelmente, ainda são rivais hoje pela supremacia espiritual e pela devoção religiosa, lealdade, e afeto do mundo.
Passaram-se 2000 anos de tensão e antagonismo entre Roma - tanto a pagã quanto a "cristã" - e Jerusalém.
Essa inimizade não foi apagada por recentes propostas que o Vaticano achou conveniente fazer a Israel.
Com o passado supostamente perdoado e esquecido, Israel mandou seu primeiro representante para o Vaticano em setembro de 1994. O embaixador Shmuel Hadas foi recebido pelo papa numa cerimônia especial:
"Formalmente completando o estabelecimento histórico das relações entre a Santa Sé e o Estado judeu."
Por que Roma finalmente estabeleceu relações diplomáticas com Israel?
Eu respondo, ela quer influenciar o futuro de Jerusalém, insistindo ainda que esta não deve ser a capital de Israel ou ficar sob seu controle.
A desculpa do romanismo para essa inacreditável negação de Jerusalém a Israel é que os "lugares santos" em Jerusalém são tão importantes para muçulmanos e cristãos que a liberdade de acesso a esses lugares deve ser garantida aos seguidores dessas religiões - e, supostamente, apenas um corpo internacional pode fazer isso.
Vejam só irmãos a falsidade do argumento é facilmente provada.
Forças jordanianas ocuparam Jerusalém de 1948 a 1967.
Sob seu controle, sinagogas judaicas foram destruídas, lugares sagrados judeus foram desecrados, e judeus não podiam ir para Jerusalém Oriental.
Durante esse período o Vaticano não pediu controle internacional sobre Jerusalém nenhuma vez.
Desde que Israel tomou a Cidade Velha de Jerusalém em 1967, cristãos e muçulmanos tiveram acesso livre garantido aos lugares sagrados, e os árabes receberam o controle do Monte do Templo.
Mas por incrível que pareça, o Vaticano agora quer garantias internacionais de acesso a Jerusalém.
Irmãos vejam bem, obviamente a questão não é acesso livre aos lugares sagrados, mas o fato de que a possessão de Israel sobre Jerusalém desafia diretamente a afirmação que o Vaticano faz há 1500 anos, de que Roma substituiu Jerusalém como a Cidade Santa, a Cidade Eterna, a Cidade de Deus, o verdadeiro centro espiritual da terra.
Recentemente, o Vaticano pareceu abrir mão de suas exigências para a internacionalização de Jerusalém e está apoiando a afirmação da OLP sobre a Cidade Santa como capital do Estado palestino.
Isso ainda deixaria Israel sem direitos exclusivos a Jerusalém e pareceria legitimizar a afirmação de que Roma substituiu Jerusalém como centro espiritual do mundo.
Sabe como Deus classifica tais cidades?
"Duas Prostitutas Sem Vergonha"
Ambas, Jerusalém e Roma, foram acusadas por Deus de adultério espiritual.
A respeito de Jerusalém Deus disse: "Como se fez prostituta a cidade fiel!" (Isaías 1.21).
Israel, que Deus separou de todos os outros povos para ser santo para Seus propósitos, entrou em alianças impuras e adúlteras com nações pagãs ao seu redor. Israel "adulterou com a pedra e com o pau [ídolos]" (Jeremias 3.9); e "com seus ídolos adulteraram" (Ezequiel 23.37).
A Roma católica, também, é acusada de imoralidade espiritual. Ela é a "grande meretriz" sentada sobre a besta em Apocalipse 17, "com que se prostituíram os reis da terra" e "com o vinho de sua devassidão foi que se embebedaram os que habitam na terra" (v. 2).
Ela afirma ser a sede da verdadeira igreja, a noiva de Cristo, cujo reino está no céu; mas ela, como Jerusalém (que continua seu adultério hoje), tem feito alianças impuras com nações pagãs na sua tentativa de construir um reino terreno.
Ambas, Jerusalém e Roma, receberão sua cota do julgamento de Deus. (Sim, e Damasco e o Cairo, e todo o resto do mundo também pagarão por sua rebelião contra Deus.)
A falsidade da afirmação de Roma de ser a "Cidade Eterna" será provada com sua terrível destruição prevista em Apocalipse 17 e 18.
Biografia:
Do artigo 4 do Acordo da OLP.
Jornal ALEF, semana terminada no dia 12 de novembro de 1994, p. 23
Jerusalém Um Cálice de Tontear. Dave Hunt
Duas babilonias. Hislop.

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